Allors,
Após semanas de minha viagem a Paris, inicio uma série de postagens contando da visitinha humilde a Cidade Luz.
Antes de mais nada, esta postagem é praticamente um TE. Por que? Logo verás, caro leitor.
Primeiramente, por que programar tudo avisando a todos se com emoção é mais gostoso?
Pois bem, minha mãe andou se metendo nuns grupos de artistas aí nos últimos anos. Muito bom pra ela, pois pôde expor seus belos quadros em alguns museus seletos.
Esse ano, a artista expôs no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro uma de suas obras em um evento das Forças Armadas, mais especificamente, o Corpo de Fuzileiros Navais.
Mas o que tem isso a ver com Paris?
Tem a ver que um grupo de artistas foi convidado a expor seus quadros, de tema 'Tropical', na Itália. E a artista em questão foi convidada. Aí, nêgo, entrou na Europa, tem que dar uma voltinha! Donde a dita cuja iria estar em Paris num dado final de semana.
Pronto, foi uma tal de 'Vem pra cá' que não parava.
Uma situação inusitada é que, embora seja natural que eu aproveite para conhecer alguns lugares por aqui, meu objetivo é o meu projeto de pesquisa. E justamente neste final de semana, minha professora do Brasil viria para Lyon. Excelente! Desculpa perfeita para dizer a mãe que não poderia ir.
Enrolei-a o máximo que pude. Enquanto isso, comprei a passagem de TGV e reservei o albergue Jules Ferry (da rede HI), que diga-se de passagem, não recomendo a ninguém este albergue.
Viajava na sexta de madrugada, conferi os horários do Metro. Tah safo, funfa até as 2h am, e eu chego por volta de 0h30.
Gravei mentalmente o mapa do albergue e do hotel dela (eram próximos).
Fiz contato com um primo de Paris, estava com muita saudade deles! São muito acolhedores, simpáticos, gente boníssima!
Maravilha, meti o pé pra Paris!
Antes de saltar do trem, já estava na estação de Paris, a mãe liga 'E aí, filho? Conseguiu dar um jeito? Vc vem?'. Óbvio, falei que não ia poder. Infelizmente teríamos que adiar esse passeio em Paris. Uma pena, pois é uma daquelas oportunidades que podem ser únicas na vida. Ela ficou um pouco triste, mas entendeu... RÁ! Mal sabia ela... Mas para o plano da certo, eu teria que ESTAR no lugar certo. Então eu dei uma 'volta' nela: comecei a pertuntar se ela achou o café da manhã dos francecses legal, pois parece que eles só comem pão com geléia e cereais; e sem saber, ela me disse a hora que ela descia pra tomar o café da manhã. Maravilha!
Fui dormir umas 1h30 da manhã, coloquei o relógio pra despertar umas 6h. Dormi praticamente nada, ansioso pela manhã seguinte.
Sábado eu acordei, tomei um banho, arrumei-me e desci. Procurei em vão por flores... tudo fechado! Tem erro não. Segui pro hotel dela de Metro. Falei na recepção que procurava por ela e que ela deveria estar tomando o café-da-manhã. Deixaram-me entrar no restaurante, mas ela não estava. Eram 7h, a hora que ela falou que iria tomar café. Não tem problema, ela simplesmente não desceu ainda.
Sentei-me num sofá na rececpção e esperei. Foi aí que um dos elevadores desceu, abriu a porta e eu pude ouvir uma pessoa caminhando. Assim que a pessoa saiu de trás da parede que impedia-me de ver os elvadores, ela apareceu. Estava distraída e olhava para frente. Mas dois passo depois, viu-me sentado e precisou de mais 2 passos pra entender que era eu abrir um sorriso de orelha a orelha e menos de meio segundo para começar a lacrimejar.
Foi um abraço que tinha um choro alegre interrompido por soluços de satisfação...
Quase matei a véia! RÁ!
Mas foi bonito, e isso é o que me importa.
Depois desse teste cardiovascular, foi só passeio pela cidade! Apenas um dia em Paris, mas uma lembrança que jamais se apagará! Amo-te mãe!
Paz e Prosperidade!
M. O-AK.


5 comentários:
Ó, que bonitinhooo!!!
Esse albergue aí era inferior ao de Búzios?? hehehe
Espera eu mostrar o de Praga...
Que medo... =O
aaahhh que lindo Allan! Chorei!...rs....
Obrigado Sil. Essa era minha intenção. Foi bem emocionante!
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