Sozinho nesta belíssima cidade! O que fiz? O que faço de melhor: ANDAR! E como andei!
Sai do albergue com a mochila nas costas, peguei o metro e saltei no hotel da mãe.
Primeira parada: A Ópera de Paris!
Belíssima arquitetura! Tem um salão lá, mermão, haja ouro pra folhear aquilo tudo! Mas o que eu mais curti nesse salão foi a pintura central.
O artista deu uma sacaneada: ele pintou de baixo pra cima, de modo que quando você olha, parece que vc está abaixo dos pés das figuras no quadro. Como haviam vários adornos indicando deuses do Olimpo, a ideia é que ali em cima era o Olimpo e os deuses nos olhavam de cima, com certo desdém. Mas o cara que fez aquilo é muito irônico!
Bom, paguei pra entrar na Ópera, mas não tou montado na grana pra pegar taxi. 'Caminhando contra o vento...'. Vamos para o Louvre!
E chegamos no Louvre! As Tuilerias e o Arco do Triunfo láááááá no finalzinho. Por fora, o Louvre já pura arte. E pra acompanhar, um pouco de música.
Nas Tuilerias eu descansei. Comi um pouco de queijo português (lembrancinha da prima) e comprei um sanduba pra comer.
Das Tuilerias até os Campos Elísios há uma sequencia de jardins e várias esculturas espalhadas.
Cheguei aos Campos Elísios. Uma avenida magnificamente arborizada, ligando as Tuilerias ao Arco do Triunfo. Mas desta vez não segui até o arco. Parei num cruzamento onde se encotram 2 museus, andei mais um pouco e entrei na Avenue Montagne. Essa avenida concentra, nada mais, nada menos, que toda a 'alta costura' de Paris:
E o preço é acessível!
Atingi a margem norte do Rio Sena. Ao atravessar a ponte, pude assistir a passagem deste pequeno grupo de patinadores.
Seguindo pela margem sul, Museu do Quai Branly. Interessante é essa casa de esquina. Trata-se de um 'jardim vertical'. Muito bonito.
E, finalmente, cheguei a Torre Eiffel em meu tour. Com direito a piadinha sem graça, aliás, duas piadinhas sem graça. Descansei um pouco, pois a mochila estava castigando! Ela só apóia em um dos ombros e o peso estava forçando as costuras da alça. Eu tinha medo dela acabar arrebentando.
Nessa hora, já passava das 16h, e meus ombros imploravam clemência. E eu não sabia bem onde ir.
Eu não optei por entrar em museu algum pois pelo tempo que eu tinha não seria possível desfrutar das obras.
Abri meu mapa e procurei onde ir. Hummm... Jardins de Luxemburgo. Uma boa, delá posso seguir pra Notre Dame, Bastilha e pronto, Gare de Lyon onde pego o trem de volta.
Bom da Torre Eiffel até os Jardins de Luxemburgo deve dar uma meia hora andando, talvez menos. Maravilha! Levantei, peguei a mochila e... resolvi pegar um taxi, doía muito o meu ombro.
E não me arrependi! Deu uns 25 euros de taxi, muito bem pagos! Acho que ia levar 1 hora de caminhada até os Jardins de Luxemburgo. O museu estava fechado, bem como o palácio, mas o jardim fica aberto. E tem várias esculturas embelezando o local, pra variar.
De lá, com o corpo mais descansado, segui pra Catedral Notre Dame. Estava rolando uma missa. Um grupo de turistas chineses sem educação não paravam de falar alto, sem nenhuma consideração pelo ritual que estava ocorrendo. Coisa feia! Mas o canto é belo, a catedral se enche de som! E por fora a catedral é uma obra de arte também.
Saindo da Catedral Notre Dame, vamos para a Bastilha! Passei pelo Hotel de Ville caminhei mais um tanto e cheguei lá: monumento da Praça da Bastilha.
Daí em diante, foi só andar até a Gare de Lyon e aguardar o TGV pra casa.
Cheguei em Lyon um pouco tarde demais, não pude pegar o Metro. Então voltei de taxi da gare até casa.
No final, sai do albergue umas 11h e andei cerca de 7 kilômetros do início do tour até a Torre Eiffel; peguei um táxi até os Jardins de Luxemburgo; e andei mais cerca de 4 kilômetros até a Gare de Lyon, onde cheguei por volta das 20h30.
Este foi meu tour por Paris.
Paz e Prosperidade!
M. O-AK
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